Instituto de Endocrinologia Flávia Tortul
SOP / SOMP

SOMP: entenda a nova terminologia da SOP e o que muda no tratamento

Escrito e revisado por Dra. Flávia Tortul — médica endocrinologista e metabologista, CRM-MS 5212 | RQE 3876

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SOMP nova terminologia SOP endocrinologista Campo Grande

Se você acompanha notícias sobre saúde feminina, talvez já tenha visto a sigla SOMP aparecer em publicações médicas. Mas o que isso significa? E o que mudou em relação à SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) que já conhecemos?

O que é a SOMP?

A SOMP — Síndrome do Ovário com Morfologia Policística — é a nova nomenclatura proposta por especialistas internacionais para substituir o termo "SOP". A mudança reflete um consenso crescente de que o nome anterior era impreciso e gerava confusão tanto em pacientes quanto em profissionais de saúde.

A principal razão da troca de nome é técnica: o termo "policístico" sugere a presença de cistos nos ovários — o que não é exatamente o que ocorre. O que se observa no ultrassom são folículos pequenos e numerosos, e não cistos verdadeiros. Além disso, a síndrome não afeta apenas os ovários: envolve alterações hormonais, metabólicas e reprodutivas complexas.

O que realmente define a SOMP (antiga SOP)?

O diagnóstico continua sendo baseado nos Critérios de Rotterdam, que exigem pelo menos dois dos três critérios abaixo:

  • Hiperandrogenismo: excesso de androgênios (hormônios masculinos), como testosterona elevada, acne, hirsutismo (pelos em excesso)
  • Irregularidade menstrual: ciclos longos, ausência de menstruação (amenorreia) ou ovulação irregular
  • Morfologia ovariana policística ao ultrassom: 20 ou mais folículos por ovário ou volume ovariano aumentado

Por que a mudança de nome importa?

A nova nomenclatura SOMP busca ser mais precisa e menos estigmatizante. Muitas pacientes relatam ansiedade e confusão ao ouvir "cistos nos ovários" — quando, na realidade, não há cistos, mas folículos em excesso. O novo nome ajuda a comunicar melhor o que de fato acontece.

Além disso, a SOMP é reconhecida como uma condição metabólica e endócrina, não apenas ginecológica. Por isso, o acompanhamento com endocrinologista é fundamental para avaliar resistência à insulina, risco cardiovascular, perfil hormonal completo e saúde metabólica global.

O tratamento da SOMP mudou?

O tratamento em si não muda radicalmente com o novo nome, mas o olhar sobre a condição se amplia. O foco deixa de ser apenas o ciclo menstrual e passa a abranger:

  • Controle da resistência à insulina (frequentemente associada à SOMP)
  • Abordagem do hiperandrogenismo (acne, queda de cabelo, hirsutismo)
  • Manejo do peso e composição corporal
  • Saúde reprodutiva e fertilidade quando desejada
  • Rastreamento de risco para diabetes tipo 2 e síndrome metabólica

SOMP em Campo Grande: como a Dra. Flávia Tortul aborda

Na prática clínica da Dra. Flávia Tortul, endocrinologista em Campo Grande – MS, o diagnóstico de SOMP envolve uma avaliação hormonal e metabólica completa: dosagem de androgênios, insulina, glicemia, perfil lipídico, ultrassom ovariano e muito mais. O tratamento é totalmente individualizado, considerando os sintomas de cada paciente, seus objetivos (incluindo fertilidade), e a presença de outras condições associadas como resistência à insulina ou obesidade.

Perguntas frequentes

SOMP e SOP são a mesma doença?

Sim. SOMP (Síndrome do Ovário com Morfologia Policística) é apenas a nova nomenclatura proposta para a SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos). O diagnóstico, os critérios e os tratamentos continuam os mesmos — o que muda é o nome, para torná-lo mais preciso e menos confuso.

Por que o nome SOP foi mudado para SOMP?

Porque o termo 'policístico' induz ao erro: não existem cistos verdadeiros nos ovários, mas sim folículos pequenos e numerosos. Além disso, a síndrome é muito mais do que um problema ovariano — ela envolve alterações hormonais e metabólicas sistêmicas.

Quais são os sintomas da SOMP?

Os sintomas mais comuns incluem irregularidade menstrual, acne, queda de cabelo (alopecia androgênica), pelos em excesso (hirsutismo), dificuldade para emagrecer, resistência à insulina e, em alguns casos, dificuldade para engravidar.

Endocrinologista ou ginecologista trata SOMP?

A SOMP pode ser tratada por ambos, mas o endocrinologista tem papel central quando há componentes metabólicos como resistência à insulina, alterações no peso ou risco de diabetes. O ideal é um acompanhamento integrado.

A SOMP tem cura?

A SOMP não tem cura definitiva, mas tem tratamento. Com o manejo adequado — mudanças no estilo de vida, medicações quando necessário e acompanhamento médico regular — é possível controlar os sintomas, regular o ciclo, melhorar a fertilidade e reduzir riscos metabólicos.

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